Internet das Coisas
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A Internet das Coisas

Vivemos num mundo dominado pela tecnologia seja ela ainda analógica ou digital, todos nós usamos os mais variados objectos no dia-a-dia, telemóveis, automóveis, laptops, etc…
Uma das tecnologias promissoras como porta de entrada para a Internet das Coisas é a RFID (em inglês Radio Frequency IDentification, e em português Identificação por Radio-Frequência).
É considerada uma tecnologia madura potenciadora do desenvolvimento da Internet das Coisas e, portanto, é vista como uma porta de entrada para esta nova fase do desenvolvimento da Sociedade da Informação que claramente se desenvolverá também com base noutras tecnologias de identificação e especificação de objectos.
A aproximação dos objectos físicos do mundo real aos sistemas de informação através da Internet das Coisas e Serviços (IoTS -- Internet of Things and Services ) potencia o aparecimento de aplicações inovadoras e de novos modelos de negócio.
Neste contexto, são necessárias tecnologias que suportem grandes quantidades de objectos, informação e serviços, garantindo, em simultâneo, a sua segurança e controlo de acesso. Adicionalmente, é ainda necessário responder aos desafios apresentados por sistemas bastante heterogéneos e capacitar as aplicações, em particular os processos de negócio, de forma a usufruírem da informação disponibilizada pela IoT .

A RFID permite captar automaticamente e com comunicação sem fios a identificação e outros dados de objectos em que se apõem etiquetas (tags) electrónicas que são uma espécie de "códigos de barras electrónicos" que também podem ter informações adicionais. Quando essas etiquetas são ligadas a bases de dados através de sensores e redes de comunicação, como a Internet, esta tecnologia proporciona um poderoso modo de oferta de novos serviços e aplicações, praticamente em qualquer ambiente.
Estamos ligados à internet através do nosso telemóvel, laptop, desktop, todos os outros objectos à nossa volta não. A Internet das Coisas vai reformular o modo como vemos e interagimos com “todos” os objectos à nossa volta, o nosso automóvel ou outro tipo qualquer, essa interacção é efectuada pela colocação de tags RFID, e é, através dessas tags que é possível interagir e saber localização de qualquer objecto que contenha uma tag RFID, o processo de interacção não é só efectuado pelas tags RFID, mas também pode ser efectuado por códigos de barras ou outros meios.
Pode-se dizer que a Internet das Coisas são todos os dispositivos ligados entre si, numa rede em que é possível recolher informação em tempo real.

Historia

  • 1945: O aparecimento da RFID data de , tendo as suas raízes nos sistemas de radares utilizados na II Guerra Mundial. Na década de 60 cientistas apresentaram estudos explicando como a energia RF poderia ser utilizada para identificar objectos remotamente.
  • 1999: A frase The Internet of Things apareceu inicialmente numa apresentação efectuada por Kevin_Ashton numa conferência.
  • 1973: A primeira etiqueta activa RFID, contendo uma memoria, foi patenteada por Mário W. Cardullo em 23 de Janeiro.
  • 2007: No conselho dos ministros de ciência da UE (reunião do Conselho de Competitividade da UE) e, também, no conselho dos ministros da EU dedicado à Sociedade da Informação de 29 de Novembro de 2007 (reunião do Conselho de Transportes, Telecomunicações e Energia), a Presidência Portuguesa apresentou uma informação escrita relativa à Internet das Coisas e RFID (On RFID – The next step to The Internet of Things).

Conceito

O conceito de funcionamento da Internet das Coisas é muito simples, basta haver um dispositivo de localização e comunicação RFID, num objecto qualquer e o dispositivo envia e recebe informações do objecto, a comunicação é efectuada por redes wireless a forma como a informação é enviada e recebida pelos dispositivos RFID é através de Apis, que possibilitam a interacção com objectos.
A Internet das Coisas pode ser categorizada em oito tópicos:

  • Comunicação
    • É desta forma que os dispositivos trocam dados entre eles
  • Sensores
    • São utilizados para capturar e representar o mundo físico no mundo digital
  • Atuadores
    • Executam acções no mundo físico desencadeadas no mundo digital
  • Storage
    • Guarda os dados recebidos, de todos os dispositivos
  • Devices
    • São utilizados por nós na nossa interacção com o mundo físico
  • Processing
    • É utilizado como data minning e serviços
  • Localization and Tracking
    • Localização no mundo físico
  • Identification
    • Gera um ID único no mundo digital
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  • A Internet das Coisas

Vantagens

Uma clara vantagem da Internet das coisas é a “ligação” de “todos” os objectos, o que por si só é uma ideia avassaladora, o volume de dados gerado por esta ligação pode ser interpretado pelo modelo DIKW.
Esta ligação trás benefícios claros à nossa sociedade, possibilitando um maior controle e compreensão de como os sistemas interagem entre sistemas e em última analise a melhoria da qualidade e facilidade de vida de todos.

  • Industria do Retalho
    • Uma das vantagens da Internet das Coisas irá ser no retalho em que a substituição dos “códigos de barras” irá beneficiar tanto o produtor e o consumidor. As tags oferecem claras vantagens em relação aos códigos de barras, pois permitem saber a localização exacta de cada produto .
  • Logística
    • Num futuro próximo, os carregamentos de qualquer mercadoria, poderão utilizar a Internet das Coisas como canal de comunicação entre cliente e produtor no sentido de não existir factor humano no seu transporte.
  • Industria Farmaceutica
    • Tags dentro das embalagens dos medicamentos podem indicar ao utilizador os efeitos secundários e a dose recomendada do medicamento a tomar.
  • Industria Alimentar
    • Tags colocadas em animais, podem ser utilizadas em caso de descoberta de uma doença num animal, identificar a localização desses animais e rapidamente controlar a doença.
  • Saúde
    • A implementação de chips, podem fornecer á saúde de todos um grande beneficio, tornando o diagnóstico mais rápido e mais pró-activo.
  • Domotica
    • Embora o conceito de casas inteligentes já exista, a sua construção é demasiado dispendiosa, mas com sensores, dispositivos de controle, num futuro próximo será possível a todos gerirem a sua casa a partir da Internet, de momento esta possibilidade apenas até acessível para alguns.
  • Transportes
    • Num futuro, poderá a vir ser possível os automóveis comunicarem uns com os outros , permitindo assim uma maior eficiência nas viagens efectuadas e reduzindo drasticamente o número de acidentes rodoviários.
  • Eficiência Energética
    • Ao serem desenvolvidos novos componentes para a Internet das Coisas, estes serão sempre eficientes no seu consumo energético, permitindo assim de um modo geral uma poupança energética, não só dos componentes mas como dos objectos que são geridos por esses componentes.

Desvantagens

Ao nível das desvantagens, temos implicações de privacidade, segurança, confidencialidade dos dados, disponibilidade entre outros.
Existe a necessidade de ter uma solução tecnicamente sólida para garantir a privacidade Esegurança dos clientes, a fim puder existir a adoção de qualquer sistema de identificação de objectos. Embora em muitos casos a segurança tem sido contemplada como um add-on.
A aceitação do público para Internet das Coisas vai acontecer penas quando as soluções de segurança estiverem mais maduras.
A segurança e questões de privacidade devem ser endereçadas e devem definir os recursos de segurança diferentes para fornecer serviços de confidencialidade, integridade ou disponibilidade.
Existem também uma série de questões relacionadas com a identidade das pessoas. Estes devem ser endereçadas por legislação, e são de uma importância crucial para as administrações públicas eficientes do futuro.

Casos de Estudo

Throttleman

  • A Throttleman é uma empresa Portuguesa de moda na área do retalho e como todos os retalhistas, encontrava-se com um problema de eficiência e produtividade na área da distribuição do seu fornecedor para o seu centro de distribuição central, e do seu centro de distribuição central para as suas lojas em Portugal e Espanha.
  • A indústria da moda é definida como estando sempre em constante mudança, e são as modas, a imaginação que a movem.
  • A Throttleman é reconhecida em Portugal e não só como umas das marcas mais importantes e compreende a importância de ajudar os seus clientes e antecipar as suas necessidades ao nível do vestuário. A Throttleman cresceu cerca de 160% nos últimos anos e percebe perfeitamente que para acompanhar este crescimento tem que entregar os seus produtos a tempo e horas e sem erros, e que os atrasos e os erros podem sair muito caros.
  • Para resolver o problema das entregas lentas e deficientes, a Throttleman decidiu apostar na tecnologia RFID para etiquetar e catalogar todas as peças que saem do seu fornecedor na India. A velocidade e a exactidão nas entregas são muito importantes visto que o volume de peças criadas em fábrica ascende a mais de 1.5 milhões por ano.
  • Antes da instalação do sistema RFID, chegavam ao centro de distribuição nacional caixotes com certa de 60.000 peças e estas tinham que ser verificadas e separadas individualmente à mão para serem enviadas para as lojas, este processo consumia muito tempo e gerava muitos erros, o processo também ocupava muito espaço em armazém.
  • Com a implementação da tecnologia RFID os item são marcados logo quando saem da fábrica e quando chegam ao centro de distribuição as tags são lidas e o centro sabe exactamente o que está dentro do pacote e valida se os itens estão correctos. Quando os itens são empacotados novamente para serem enviados para as lojas as tags são outra vez lidas para validar se o que foi empacotado está correcto.
  • Com a automatização deste processo a Throttleman consegue validar no seu centro de distribuição cerca de 15.000 itens por hora, o que traz uma redução de 5 a 7 dias na sua linha de distribuição, o que se traduz também numa redução de 60% do espaço ocupado em armazém.
  • Ao adoptar este sistema a Throttleman conseguiu melhorar a sua resposta relativamente às necessidades dos seus clientes, e introduzir a capacidade de saber onde estão as suas encomendas e saber os seus conteúdos rapidamente.

Portocel Soporcel

Brisa

Referências

Kevin Ashton: That 'Internet of Things ' Thing. In: RFID Journal, 22 July 2009. Abgerufen am 8 April 2011
Commission of the European Communities (2009-06-18). Internet of Things — An action plan for Europe. COM(2009) 278 final.
Conferência de Alto Nível "O Futuro da Ciência e Tecnologia na Europa"
Internet of Things in 2020 PDF
Electronic Communications of the EASST Volume 17 2009 easst
Throttleman PDF
Business Aspects of the Internet of Things PDF
European approach to RFID: from concept to action PDF
Touchatag

Ver Também

The Internet of Things. Institute of Network Cultures. ISBN 90-78146-06-0.
Final Report: RFID and the Inclusive Model for the Internet of Things. Casagras Research.
The Internet Of Things Europe
Tracking the Internet Of Things

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